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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Por que a barriga ronca?

Reportagem: Cintia Baio
Colaboração para o UOL 29/06/2016

Aquele famoso e, às vezes, constrangedor barulho parecido com um ronco que nossa barriga costuma fazer, principalmente, quando está vazia é causado pela movimentação de bolhas de ar e líquidos dentro do estômago e do intestino delgado (composto pelo duodeno, jejuno e íleo).

Juntos, eles fazem parte de nosso trato gastrointestinal, que é um conjunto de órgãos e estruturas responsável por digerir alimentos, absorver nutrientes e eliminar o que o corpo não precisa. 

Por serem formados por uma estrutura lisa, esses órgãos precisam fazer uma espécie de contração muscular, conhecida como movimentos peristálticos, para provocar o avanço do conteúdo que está dentro deles (como os líquidos e alimentos).

O problema é que além da comida e dos líquidos, bolhas de ar também se acomodam no interior desses órgãos. Durante os movimentos peristálticos, essas bolhas se movimentam, causando o barulho. 

E tudo fica em alto e bom som porque quando a musculatura do estômago se contrai, as paredes do abdômen se transformam em um "amplificador do som". Por isso, em pessoas magras esses sons ficam ainda mais perceptíveis, já que possuem uma camada de gordura menor.

Embora o "ronco" possa acontecer a qualquer momento, ele é mais comum nos períodos em que passamos muito tempo sem comer. Isso acontece porque, quando estamos com fome, há menos alimento e mais bolhas de ar no interior desses órgãos.

Além disso, quando não estamos comendo, os movimentos peristálticos dos órgãos se intensificam para limpar o intestino de resíduos de comida e restos de secreção digestiva, deixando-o preparado para a próxima refeição. Com mais movimentos, mais bolhas de ar e menos comida, as chances de "passarmos vergonha" com aquele barulhão aumentam.

E o ronco pode aparecer até mesmo durante a digestão, já que ao nos alimentarmos, ingerimos ar com a bebida e a comida. Quando o ar passa pelo tubo digestivo, ele se junta aos líquidos e também causa o barulho.

Como evitar
Embora seja algo natural do organismo, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir os sons. A primeira delas é não passar muitas horas em jejum. Procure comer a cada três horas. Mastigar bem os alimentos também ajuda a misturar melhor os sólidos e os líquidos e não produzir tantos gases.


domingo, 10 de julho de 2016

Os benefícios das férias para a saúde

Reportagem: Bem-Estar Terra


Todo mundo quer tirar férias, viajar e relaxar. Mas o que nem todos sabem é que estudos comprovam que tirar uns dias do trabalho faz muito bem à saúde.

 


Menos estresse
Apenas um dia jogando golfe ou um final de semana de folga ajuda a reduzir os hormônios do esteresse e diminuir a pressão arterial. Então, imagine o que uma semana ou mais poderia fazer por você? Desde aparentar ser mais jovem até espantar alguns resfriados e gripes durante o ano. Além disso, o estresse é um dos fatores que podem levar a quilos a mais, então, relaxar ainda pode ajudar você a eliminar os excessos na balança.



Resultado de imagem para menos estresseCoração mais saudável
Um estudo da The Framinghammostrou que as mulheres que tiram pelo menos duas férias ao ano são oito vezes menos propensas a ter doenças do coração. Já outra pesquisa feita com homens que tinham altos riscos de desenvolver condições cardíacas mostrou que quem não tira férias nem uma vez por ano tem 32% mais chances de morrer de um ataque do coração.

Mais tempo com a família
Uma pesquisa reportou o impacto positivo que as férias têm no âmbito familiar. Sair da rotina estressante do dia a dia ajuda a criar novos laços em família, que duram até mesmo após as férias terminarem.

Melhor no trabalho
As férias podem ser o tempo que você precisa para renovar as energias e até mesmo se tornar melhor no trabalho, principalmente se deixar a tecnologia um pouco de lado e colocar o sono em dia. A explicação é que o estresse pode impactar na hora de tomar decisões, segundo estudo da National Institutes of Health. Depois de alguns dias livre do estresse do dia a dia, você se sentirá capaz de tomar decisões mais fundamentadas no trabalho.


Você mais feliz
Um estudo da Wisconsin mostrou níveis mais baixos de tensão e depressão em mulheres que tiraram férias com mais frequência (uma ou duas vezes ao ano), em comparação àquelas que esperam intervalos maiores para tirar uma nova folga. O fato é que o simples ato de antecipar as férias pode deixar você mais feliz.



FONTE(S): Bem-Estar Terra (https://saude.terra.com.br/bem-estar/site-lista-5-beneficios-que-tirar-ferias-traz-a-saude,398a357accddf310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Alerta: Uso indiscriminado de laxante

Reportagem: Do CCM Saúde

Muitas pessoas costumam relacionar o uso do laxante ao emagrecimento, porém ele colabora com a desidratação e não com o emagrecimento. Sua ação faz a limpeza do intestino, o que gera a sensação de perda de peso já que a barriga fica menor. 

Riscos de usar laxante para emagrecer
Os laxantes de contato não devem ser usados constantemente, já que há o risco de viciarem o intestino. Além disso, alguns laxantes podem causar diarreia, culminando em desidratação. Por isso, é fundamental que o laxante seja utilizado para emagrecer apenas em casos de recomendação médica. Para casos de intestino preso, o recomendável é consumir alimentos ricos em fibras. 

Males causados pelo laxante para emagrecer
Ao fazer uso de laxantes na tentativa de emagrecer, uma pessoa corre riscos de ter doenças cardíacas e também renais, como a síndrome da má absorção. 

Como melhorar o funcionamento do intestino
Em vez de ingerir laxantes para esvaziar o intestino, o mais recomendável é se alimentar de maneira adequada, ingerir muita água e alimentos com fibras, como frutas e aveia, além de praticar exercícios físicos, que aceleram o trânsito intestinal e estimulam a perda de peso. 


Chás laxativos e seus riscos
Na tentativa de emagrecer, é comum algumas pessoas tomarem chás que prometem emagrecer, pois têm efeito laxativo, mas seu uso abusivo traz riscos para o organismo, principalmente devido às substâncias das plantas que são usadas, que podem causar irritação da mucosa intestinal. 


FONTE(S): CCM Saúde (http://saude.ccm.net/faq/7158-laxante-emagrece-mito-ou-verdade); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Uma questão de peso

Reportagem: Dr. Saleyha Ahsan
BBC Two

Mais de a metade da população brasileira (52,5%) está acima do peso. Deste percentual, 17,9% são obesos - segundo uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Ministério da Saúde. Mas será que essas dezenas de milhões de brasileiros estão correndo riscos de saúde?


Um dos indicadores mais comuns utilizados por especialistas para avaliar se uma pessoa tem ou não um peso saudável é o Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC se baseia no seguinte cálculo: o peso da pessoa é dividido pelo quadrado de sua altura.

Estamos acostumados à ideia de que ser gordo é prejudicial para a saúde. No entanto, alguns indivíduos com IMC alto estão expostos a riscos relativamente baixos no que diz respeito ao desenvolvimento de doenças sérias - como diabetes ou doenças cardíacas. E pessoas com baixo IMC, por sua vez, podem, às vezes, correr altos riscos de desenvolver problemas de saúde.

Há quem argumente que o IMC, um indicador criado no século 19, não se adequa mais aos nossos tempos. E pesquisas sugerem que talvez haja outros, mais precisos, indicadores de saúde disponíveis. 

IMC X cintura
O IMC não faz distinção entre gordura, músculo e osso. Então, pessoas musculosas podem apresentar um IMC alto, embora tenham pouquíssima gordura em seus corpos. Idosos, por sua vez, tendem a perder musculatura à medida que envelhecem. Portanto, podem apresentar IMC mais baixo, enquadrando-se na categoria "saudável", mesmo que tenham altas concentrações de gordura em seu corpo.

O IMC também não leva em consideração a localização da gordura no organismo. Pesquisas indicam que pessoas que possuem excesso de gordura na região da cintura correm riscos mais altos de sofrer de doenças do que as que acumulam gordura nas coxas e na região glútea.

Ou seja, o tamanho da cintura pode ser uma melhor forma de monitorar sua saúde do que o IMC - mas também tem suas limitações como indicador da saúde de um indivíduo. Por exemplo, ele não é recomendado na avaliação da saúde de crianças, já que não leva em consideração a altura da pessoa.

Além disso, o tamanho da cintura tende a aumentar com a idade. E não deve ser usado como indicador de saúde durante a gravidez. E ele tem de ser ajustado para uso em certas etnias. Por exemplo, homens do leste e do sul da Ásia são mais suscetíveis ao diabetes do que caucasianos com a mesma medida de cintura.

Exercícios aeróbicos
Há ainda um outro indicador de saúde, bastante preciso, que não se baseia no tamanho ou na forma do corpo. Trata-se do teste VO2max, que mede a quantidade de oxigênio que seu corpo utiliza quando você se exercita vigorosamente. Esse teste é bastante útil para medir a saúde aeróbica de uma pessoa. Estudos revelaram que pessoas com índices mais altos de saúde aeróbica tendem a viver mais. 

Exercícios aeróbicos são todo tipo de atividade física que, por meio de movimentos rápidos e ritmados, provoca a oxigenação das células musculares, elevando o consumo de calorias. Qualquer que seja o seu IMC, ou o tamanho da sua cintura, exercícios aeróbicos regulares são uma boa opção para você ficar em forma.

Mas se o seu estilo de vida ainda não permite que você adote um programa regular de exercícios, não desanime. Cuidar do jardim, ir de bicicleta ao trabalho ou caminhar (em vez de dirigir) já são um começo. Lembre-se: qualquer atividade que deixe você ligeiramente ofegante já ajuda a melhorar sua saúde aeróbica.

FONTE(S): BBC BRASIL (http://www.bbc.com/portuguese/geral-36590951); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A enxaqueca pode ser causada por falta de vitaminas

Reportagem: Pedro.Saude
Do CCM Saúde

A ocorrência de crises de enxaqueca pode estar relacionada com a carência de algumas vitaminas, revelou estudo realizado por pesquisadoras do Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos. Níveis baixos das vitaminas B2* e D**, além da coenzima Q10, composto similar a uma vitamina presente em todas as células humanas, foram constatados em uma alta porcentagem de crianças, adolescentes e jovens adultos que padecem do problema. 

A condição afeta tanto homens quanto mulheres. No entanto, entre elas, é mais comum a deficiência nos níveis de Q10 enquanto nos homens a falta de vitamina D foi mais expressiva. Por outro lado, pacientes com quadros crônicos de enxaqueca apresentavam, em geral, combinação de carência de vitamina B2 e da coenzima. 

O próximo passo do estudo, capitaneado pela neurologista Suzanne Hagler, é observar a eficácia da suplementação vitamínica como tratamento para a enxaqueca, seja aguda ou crônica. Nesta fase do estudo, a terapia alternativa foi combinada com alguns medicamentos, o que inviabilizou a sua análise. 

"As pesquisas seguintes vão nos ajudar a elucidar a efetividade da suplementação em pacientes com enxaqueca e também se aqueles com déficits leves terão maiores chances de se beneficiar com o tratamento", aponta a especialista. 


*Vitamina B2, no organismo humano, favorece o metabolismo das gorduras, açúcares e proteínas e é importante para a saúde dos olhos, pele, boca e cabelos.




**Vitamina D, no organismo humano, mantém as concentrações de fósforo e cálcio no sangue, regula o metabolismo dos ossos e faz a fixação de cálcio nos ossos e dentes, sendo fundamental para o crescimento ósseo nas crianças.





FONTE(S): CCM Saúde (http://saude.ccm.net/news/797-falta-de-vitamina-pode-ser-causa-de-enxaqueca); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Mitos e verdades sobre a pílula anticoncepcional

Reportagem: Maria Júlia Marques
Do UOL, em São Paulo 15/10/2015


A pílula anticoncepcional revolucionou os hábitos sexuais nos anos 60 ao provar sua alta eficácia contra a gravidez indesejada. De lá para cá, mais de 50 anos se passaram e o método está cada vez mais comum entre as mulheres, sendo famoso atualmente por também ajudar a combater cólicas e até tranquilizar o monstro da TPM (Tensão Pré-Menstrual).

"Além de reduzir as chances de gravidez com a progesterona, ela tem os benefícios do controle do ciclo, melhora na oleosidade da pele, no cabelo, devido ao estrogênio. Para as disciplinadas que encaixam o remédio na rotina e não esquecem, é uma boa escolha", afirma Mariane Nunes, ginecologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo). 
Apesar de ser um método usado mensalmente por diversas mulheres, existem muitas dúvidas sobre como o processo da ingestão de hormônios (no caso da pílula, o estrogênio e a progesterona) ocorre no organismo.

Quem toma pílula para de ovular?
VERDADE. Enquanto a mulher toma o anticoncepcional os ovários são bloqueados e ficam "adormecidos" para a função da ovulação. "Eles deixam de eclodir óvulos, mas seguem ativos para outras funções, como a produção de hormônios que não estão na composição da pílula".

Tomar pílula inibe a produção hormonal?
MITO. A pílula bloqueia os ovários e fornece hormônios sintéticos. Nesse período, eles deixam de produzir estrógeno e progesterona, ou até produzem, mas em quantidades indetectáveis, segundo Mariane. "Porém, existem outros órgãos que seguem fabricando os hormônios como, por exemplo, o tecido adiposo e as glândulas suprarrenais, que produzem estrogênio".

No intervalo entre pílulas, a mulher menstrua?
PARCIALMENTE VERDADE. Naturalmente ou com pílula os sangramentos se dão quando há queda do estrogênio e o endométrio descama. A diferença é que a pílula torna o processo artificial. "O que ocorre é um 'sangramento de privação'. Apesar de não ter passado por todo o ciclo da fecundação natural, o estrogênio da pílula estimula a proliferação do endométrio. Com a queda do hormônio ao parar de tomar, ele descama e causa o sangramento". Por não ser o processo natural da preparação do útero, o sangramento tem menor intensidade.

Tomar pílula a longo prazo é prejudicial?
MITO. O efeito da pílula é reversível e não afeta a fertilidade. "Os ovários ficam suavemente bloqueados, por isso, esquecer de tomar a pílula, mesmo que por um dia, pode desencadear seu funcionamento". A volta da resposta dos ovários depende do organismo, podendo ser imediata ou levar até três meses.

Quem toma pílula também tem TPM?
VERDADE. A TPM é a resposta do corpo ao estrogênio natural. A pílula tem apenas hormônios sintéticos. Porém, quem toma o comprimido pode ter leve oscilação hormonal devido ao estrogênio produzido naturalmente. "A pílula costuma auxiliar no controle dos sintomas da TPM, por manter a quantidade de estrogênio nivelada. Com menor instabilidade, os sintomas diminuem".

Quem toma pílula "guarda" óvulos e retarda a menopausa?
MITO. O organismo da mulher nasce com cerca de 6 milhões de folículos nos ovários, segundo Flávia. No ciclo natural, os folículos amadurecem por estímulo hormonal e se tornam óvulos. Quando existe o uso da pílula, os folículos não chegam a ser estimulados. "Mas desde bebês, mesmo sem a ovulação, gastamos cerca de mil folículos por mês, em um processo de envelhecimento natural. Nada fica guardado", explica a ginecologista. "Eles se degeneram, vão sendo dissolvidos e somem no organismo".

A mulher deixa de ovular assim que começa a tomar pílula?
MITO. O bloqueio não é instantâneo, o ovário precisa de cerca de um mês para "adormecer". "Cada corpo responde de uma maneira, mas é importante dar ao menos trinta dias para o corpo acostumar com a pílula. Neste início é importante contar com outra proteção para evitar a gravidez".

Sangramento no meio da cartela significa que a pílula perdeu o efeito?
MITO. Se há uma diminuição do estrogênio no organismo, o endométrio pode descamar e sangrar antes do fim da cartela de comprimidos. A oscilação do hormônio pode ser causada por pílulas com menor dose, uso de bebida alcoólica, antibióticos, anestesias ou diarreia. "Esse 'escape' não altera a eficácia da pílula para evitar a gravidez. Até porque, o hormônio responsável por evitar a ovulação é a progesterona, e o sangramento é causado pela ausência do estrogênio, que é responsável pelas melhoras na pele, cabelo, TPM".

Se eu colar a pílula adesiva no lugar errado ela perde o efeito?
VERDADE. O adesivo anticoncepcional precisa ser colado em locais que tenham boa absorção, não sofram atrito para não descolar e com baixo nível de transpiração. "Não há um lugar específico, tem que ser confortável e é bom trocar mensalmente, para evitar irritação da pele", diz Heloísa. Partes do corpo com pelos prejudicam a absorção, e as mamas não são indicadas. "A pele precisa estar seca e limpa. O uso de hidratante antes da aplicação prejudica a absorção".

FONTE(S): UOL Saúde e Notícias (http://noticias.uol.com.br/saude/listas/veja-mitos-e-verdades-sobre-a-pilula-anticoncepcional.htm); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Bactérias do intestino podem provocar obesidade

Reportagem: Do UOL, em São Paulo 08/06/2016


Obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica estão associadas a alterações na flora intestinal*. Segundo um estudo de cientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, e da Universidade de Yale (EUA), a forma como os micro-organismos se comportam no intestino pode influenciar o sistema nervoso e ser a causa dessas doenças. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (8) pela revista Nature.

*Flora intestinal consiste em um complexo de espécies de microrganismos que vivem no trato digestivo dos animais. O principal benefício para o hospedeiro é a recuperação de energia a partir da fermentação de carboidratos não digeridos.
Uma pesquisa, feita com roedores, mostra que a produção de acetato pela flora intestinal ativa o sistema nervoso parassimpático para que ele aumente a produção de grelina (conhecida como o "hormônio da fome") e de insulina induzida pela glicose. Segundo os pesquisadores, isso gera aumento do apetite e da ingestão de alimentos, ganho de peso, doença hepática gordurosa e resistência à insulina. A capacidade da flora intestinal ativar essa região era desconhecida até o momento.
A glicose é um carboidrato que fornece a energia necessária para o organismo funcionar. Ela está presente em diversos alimentos como massas, pães e frutas. A insulina é um hormônio, produzido no pâncreas, que ajuda a glicose a se transformar em energia e penetrar nas células do corpo. Quando o indivíduo se torna resistente à insulina a glicose se acumula no sangue, o que pode causar doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e a obesidade.
Durante o processo digestivo, as bactérias do intestino produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que incluem acetato, propionato e butirato. Os cientistas relataram que roedores alimentados com uma dieta rica em gordura produziam acetato em maior quantidade do que os alimentados de forma comum. A análise destes dados vai permitir identificar a forma como a flora intestinal ajuda na progressão da obesidade induzida pela má alimentação.

Para os pesquisadores, essa informação pode ajudar a prevenir doenças. "Os resultados destes estudos demonstram que através do bloqueio desse acetato é possível prevenir a obesidade e a resistência à insulina", diz Gerald Shulman, professor de medicina da Faculdade de Yale, e um dos autores da pesquisa.

No entanto, a flora intestinal não é a mesma para todo mundo. As bactérias se desenvolvem de acordo com as condições de nascimento e daquilo que o indivíduo ingere durante a vida. "Devemos lembrar que este estudo foi em ratos e não podemos transpor os resultados para humanos. Cada pessoa tem as suas bactérias intestinais. Você pode nascer com uma flora ótima e estragá-la com uma má alimentação. Não podemos dizer que é exclusivamente culpa das bactérias. Elas têm um papel na gênese da obesidade e da diabetes, mas não sabemos o quanto é importante nem dizer que começa aí", diz ao UOL Érika Bezerra Parente, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês.
Para a médica ainda é cedo para saber como essa terapia será usada. "A medicina já trata do sistema nervoso para auxiliar o controle da obesidade. Talvez no futuro o foco seja tratar as bactérias do intestino. É preciso ver como esse mecanismo vai ser demonstrado em humanos, mas sem dúvida é um começo", diz Parente.

Os pesquisadores ainda não sabem se essa descoberta também poderá ajudar quem já convive com a obesidade. "Agora estamos estudando para saber se o volume deste acetato em indivíduos obesos causa as mesmas reações no sistema nervoso", diz Shulman.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Órgãos humanos em porcos para transplante

Reportagem: Fergus Walsh
Repórter de Ciência da BBC News

Em experimentos na Universidade da Califórnia (UC), em Davis, à qual a BBC teve acesso, os pesquisadores injetam células-tronco humanas em embriões de suínos para produzir embriões híbridos apelidados de"quimeras". O termo é uma referência à mitologia grega, em que as quimeras são monstros híbridos de diversos animais - parte leão, cabra ou serpente, por exemplo.

Porém, os pesquisadores esperam que as suas "quimeras" humano-suínas tenham a aparência e o comportamento normais de porcos, exceto pelo fato de que terão um órgão composto de células humanas. As pesquisas têm por objetivo solucionar a falta de órgãos humanos para transplante.

Criando 'quimeras'
A criação das quimeras ocorre em duas partes. No experimento da UC, os cientistas removem o gene de um embrião recém-fertilizado de porco que levaria ao desenvolvimento do pâncreas no feto.
Isso é feito aplicando-se uma técnica de edição genética (CRISPR). O resultado é um "nicho genético" na estrutura genética do embrião animal.

Células-tronco humanas (iPS), capazes de se desenvolver como qualquer tecido no corpo, são então injetadas no embrião suíno. Os pesquisadores esperam que as células-tronco humanas ocupem o nicho genético no embrião de porco e gerem um pâncreas com tecido humano no feto.

Os fetos se desenvolvem em fêmeas de porco durante 28 dias - o período completo de gestação é cerca de 114 dias. Após isso, as gravidezes são interrompidas e o tecido é removido para análise.

Outras pesquisas nos EUA estão trabalhando com quimeras híbridas de humano e suíno. Nenhuma permite o desenvolvimento do feto até o fim. 

Walter Low, professor do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Minnesota, diz que os porcos são "incubadoras biológicas" ideais para gerar órgãos humanos, e poderiam ser usados não apenas para gerar pâncreas, mas corações, fígados, rins, pulmões e córneas. Ele diz que no futuro os cientistas poderiam tirar as células-tronco de um paciente na fila do transplante e injetá-las em um embrião de porco com a relevante informação genética apagada, como a referente ao fígado.

"O órgão seria uma cópia genética exata do fígado humano, só que muito mais jovem e saudável e não seriam necessárias tantas drogas imunossupressoras (que tentam evitar a rejeição de um órgão transplantado pelo corpo), que têm efeitos colaterais."

Mas ele salientou que sua pesquisa, que usa outra forma de edição genética chamada TALEN, ainda está em estágio preliminar, à procura de identificar os genes que precisam ser removidos para evitar que os porcos desenvolvam certos órgãos em particular.

FONTE(S): BBC BRASIL SAÚDE (http://www.bbc.com/portuguese/geral-36459781); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

terça-feira, 24 de maio de 2016

Saiba diferenciar resfriados da gripe H1N1

Reportagem: Do R7 SAÚDE



O surto do vírus Influenza H1N1 já matou 71 pessoas em todo o Brasil, sendo que 55 das vítimas fatais residiam no Estado de São Paulo. A população está assustada, uma vez que, como o período do surto do vírus coincide com a chegada do outono, estação em que aumentam-se os casos de doenças respiratórias — sintomas de resfriados comuns acabam sendo confundidos com gripes mais graves.


O medo do contágio pelo vírus tem feito com que as pessoas procurem hospitais e prontos-socorros com mais frequência, o que tem causado uma superlotação nos locais. Por isso, para evitar um transtorno desnecessário, o pediatra Paulo Maluf, do Hospital Sírio-Libanês, deu dicas de como é possível diferenciar um resfriado ou uma alergia de uma gripe que pode gerar complicações mais sérias.
Metade dos casos de gripe no Brasil já é de H1N1; número de mortos chega a 71.

— Resfriados ou alergias respiratórias se manifestam normalmente com coriza, dores de cabeça e no corpo. Já a gripe — que tem os mesmos sintomas do vírus influenza H1N1 — vem acompanhada principalmente de febre alta, dores de garanta, dores no corpo e fadiga exaustiva.

O especialista recomenda que pacientes procurem prontos-socorros apenas em casos cujos sintomas remetam à gripe. 

— Nos demais casos, é preferível que essas pessoas procurem uma clínica ou um posto de saúde. Desta forma, evita-se um aumento na fila de espera dos hospitais e prontos-socorros, facilitando o atendimento a pacientes com sintomas mais graves.

Tratamento e cura

Maluf afirmou que não há tratamento para a H1N1, que normalmente é aliviada por analgésicos, antitérmicos, inalações e limpeza das vias aéreas, até que o vírus seja expelido pelo corpo.

O pediatra alerta, ainda, que crianças com idades entre seis meses e cinco anos devem ser vacinadas o mais rápido possível — assim como portadores de doenças respiratórias como asma, rinite, otite ou doenças crônicas como diabetes.

— A gripe ou influenza H1N1 é uma doença infectocontagiosa incapacitante que pode ter maior gravidade e até ser fatal se houver problemas respiratórios mais intensos. As crianças que têm asma e alergias são muito suscetíveis em vista do ar seco e da poluição mais densa.

Segundo o médico, boa alimentação, higiene adequada e ambientes com menor concentração de pessoas auxiliam na prevenção — juntamente com a vacina, que tem eficácia de mais de 80%.



FONTE(S): R7 Notícias SAÚDE (http://noticias.r7.com/saude/nariz-entupido-coriza-dor-de-cabeca-saiba-diferenciar-resfriados-da-gripe-h1n1-06042016); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

STF suspende lei que autoriza pílula do câncer

Reportagem: VEJA SAÙDE
Por Da Redação, 19 maio 2016, Saúde

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira a lei que libera o porte, uso, distribuição e fabricação da fosfoetanolamina sintética, também conhecida como a pílula “anticâncer”. Por 6 votos a 4, os ministros decidiram derrubar a validade da medida.


Aprovado pelo Congresso em março, o texto liberava o uso da ‘pílula do câncer’ por pacientes ‘por livre escolha’, desde que assinassem um termo de consentimento e responsabilidade. O texto foi sancionado em abril pela presidente afastada Dilma Rousseff – três dias antes da votação pela admissibilidade do impeachment contra ela.

Os ministros embasaram a decisão no argumento de que não há pesquisas científicas de segurança e eficácia do composto. Ou seja, não há como comprovar que a substância funciona e que não oferece risco à saúde dos doentes. Além disso, houve entendimento de que a norma editada pelo Congresso invadiu a competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela aprovação de medicamentos.

Relator – Em seu voto, o relator Marco Aurélio Mello apontou a ausência de registro da fosfoetanolamina sintética e lembrou que “a aprovação do produto no órgão do Ministério da Saúde é condição para industrialização, comercialização e importação com fins comerciais, segundo o artigo 12 da Lei nº 6.360/1976”.

“O fornecimento de medicamentos, embora essencial à concretização do Estado Social de Direito, não pode ser conduzido com o atropelo dos requisitos mínimos de segurança para o consumo da população”, afirma Marco Aurélio. “É no mínimo temerária – e potencialmente danosa – a liberação genérica do medicamento sem a realização dos estudos clínicos correspondentes.”

Acompanharam o voto do relator Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux e Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes divergiram, defendendo o uso da fosfoetanolamina por pacientes terminais.

O STF avaliou uma ação movida pela Associação Médica Brasileira (AMB), solicitando que a lei fosse suspensa. “A AMB não é contra a fosfoetanolamina. A AMB é a favor da aprovação de substâncias como essa desde que sejam respeitados os ritos legais, como a Anvisa, e por meio de estudos randomizados com forte comprovação de evidência científica. Seguindo diretrizes nacionais e guidelines internacionais”, disse o advogado da entidade, Carlos Michaelis Júnior.


FONTE(S): VEJA SAÙDE (http://veja.abril.com.br/saude/stf-suspende-lei-que-autoriza-pilula-do-cancer/); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Curiosidades sobre a "Cera" do ouvido

Reportagem: Jason G. Goldman
Da BBC Future


Durante muitos anos, cientistas acreditaram que a principal função da cera* era lubrificar a região. Mas atualmente se sabe que ela é útil para evitar que insetos invadam as reentrâncias internas da cabeça. Alguns especialistas suspeitam ainda que a cera também atue como antibiótico.

"*Cerume, substância produzida apenas pela parte externa do canal auditivo, graças a uma concentração de algo entre 1 mil e 2 mil glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas modificadas."
Em um estudo realizado na Alemanha em 2011, que analisou a cera de voluntários, foram encontrados dez peptídeos que são capazes de impedir a proliferação de fungos e bactérias. Seus autores defenderam que as infecções no canal auditivo externo ocorrem quando falha o sistema de defesa proporcionado pela cera.

Perda auditiva 

Algumas pessoas realmente sofrem de problemas com cera de ouvido graves o suficiente para que seja necessária uma intervenção médica. Uma análise de 2004 mostrou que 2,3 milhões de pessoas na Grã-Bretanha visitam seus médicos a cada ano para solucionar o problema. Cerca de 4 milhões de ouvidos são tratados todo ano no país.

Idosos, crianças e pessoas com dificuldades de aprendizado são os mais afetados por problemas relacionados com o acúmulo de cera. O sintoma mais óbvio é uma perda auditiva, mas muitos também sofrem de isolamento social e até uma ligeira paranoia. Os cientistas também notaram que muitos pacientes apresentam o tímpano perfurado, provável resultado da tentativa caseira de remover a cera.

Riscos do cotonete
O hábito de limpar os ouvidos com cotonete após o banho tem sido desencorajado por médicos por causa de certos riscos. Às vezes o algodão pode se soltar e se alojar no canal auditivo, por exemplo. A recomendação é deixar o trabalho a cargo de um profissional, que em geral utiliza um produto amaciador e, em seguida, faz uma irrigação.



FONTE(S): BBC Brasil (http://www.bbc.com/portuguese/revista/vert_fut/2016/05/160510_vert_fut_cera_ouvido_ml); Imagens --> Internet (www.google.com.br/imghp?hl=en).